terça-feira, 18 de agosto de 2009

Clic aqui e veja em FESTA NA ROÇA: A conversão do Rei do Baião

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pão do Céu - Coisas que a TV, geralmente, não mostra

Quando se fala em sertão nordestino, a primeira imagem que vem a mente de muita gente é a de uma vaca morta de sede, ou um pé de mandacaru no meio de um cenário desolado, ou um menino "buchudo" chorando com fome, ou ainda a de uma ossada de uma rês morta de sede. É, praticamente, só isso que as pessoas se lembram, porque é isso que os meios de comunicação divulgam amplamente, já que as matérias que mostram a miséria alheia costuma vender bem. Existe fome no sertão? Existe sede no sertão? Existe seca no sertão? Claro que sim! Mas, será que o sertão é só fome, é só sede, é só seca ou é só miséria?
De outra sorte, é fato que a abundante graça de Deus é comum e esta é dispensada com generosidade a todos igualmente, inclusive aos sertanejos.
A mão graciosa do Senhor tem alcançado a muitos sertanejos, salvando-os e fazendo,verdadeiramente, prosperarem.
As fotos que você está vendo foram feitas no Sítio Mão Virada, na zona rural do Município de São José do Belmonte, no sertão de Pernambuco, na frente da casa do irmão Silva. E estes sertanejos, sorridentes da foto, têm mais que motivos para sorrirem, eles e tantos outros estavam chegando ao "Culto da Colheita". Uma programação realizada por congregações irmãs (15 ao todo), todas filhas do trabalho da Igreja Presbiteriana do Sítio Inveja, pastoreadas pelo Rev. José Gomes de Sá, carinhosamente conhecido por Pr. Neto. Todos que ali chegavam, traziam em seus corações gratidão a Deus pelas chuvas regulares que têm caído em quase todo sertão nos últimos anos, proporcionando uma colheita abundante. Isso mesmo! gente da terra, trazendo a um culto ao Criador da terra, alimentos que eles produziram e preparam, para partilharem generosamente com irmãos e amigos. Aquele povo sertanejo, que a imprensa reluta em mostrar, é uma gente feliz que, com muita satisfação, adora a Deus pelos frutos do suor dos seus rostos e pela Sua generosa mão, que tem dado Chuva, saúde e terra.
Muita gente esteve ali, portanto, muita comida chegava em panelas, tigelas, sacos e travessas.
Porém, existe festa de crente sem a mensagem da cruz?
O desejo era um só, queriam, além de agradecer ao Senhor da Seara pela Sua infinita bondade, partilhar o Pão do Céu, o verdadeiro "pão nosso de cada dia" com aqueles que ainda não O têm.
Deus, por sua vez, ligou a festa que ali ocorreu a uma outra lá no céu, pois alguns dos presentes, ainda não convertidos, após a mensagem, na hora do apelo, levantaram suas mãos aos céus dizendo: "Sim, eu recebo à Jesus como meu Senhor e Salvador". E o culto de ações de graças pela colheita dos frutos da terra foi coroado com colheita para o Reino do Céu - Não poderia ser melhor, não poderia ser de outra forma, pois Deus estava presente. Tão presente que quase que podíamos vê-lo ou mesmo tocá-lo, tamanha era a satisfação e gozo que sentíamos em nossa alma.














Depois do culto, ao som de muita música, a mesa farta (enorme mesa farta) foi dividida entre todos os presentes, que comeram suas porções de especial sabor nordestino. Milho cozinhado ou assado na brasa, pamonha, cangica, baião de dois, carne de sol, munguzá, buchada de bode, galinha de capoeira guisada ou assada, ovo de capoeira, bolo de milho, bolo de mandioca, pé-de-moleque, suco de pitanga, cuscuz, beju, bode guisado, charque assada... De dar água na boca! Ainda havia outras tantas apetitosas maravilhas, da saborosa culinária sertaneja. De forma que todos se fartaram e ainda sobejou.

A chuva veio pro sertão

que coisa linda de se ver

o capim brotou da cepa

se "espaiou" e onde era seca

fez o verde aparecer.

Verde que traz esperança

traz alento pro vaqueiro

pra caatinga ele "óia"

quase se vai da memória

o penar mais derradeiro.

Vai cantando uma toada

vai cantando uma canção

vai tocando a boiada

enquanto a terra "tá" "moiada"

enquanto não se seca o chão

Veja as imagens em: http://www.youtube.com/watch?v=zAczpRmXmDI

domingo, 29 de março de 2009

Alegria em Brejão... festa no Céu


Chegamos com quase uma hora de atraso, naquela noite, em Brejão, cidade do interior pernambucano, Porém, o povo não havia arredado o pé do local. As pessoas aguardavam a Palavra de Deus que ali seria partilhada.
E assim foi feito, que maravilha! O Evangelho foi recebido com muita simpatia, de forma que aquela ruazinha, onde nós montamos a programação ficou cheia da graça de Deus... Muita a alegria.
No final fizemos o apelo. Quem ali queria entregar sua vida a Jesus e dizer não ao pecado?
Várias pessoas disseram sim a mensagem da cruz... Houve festa no céu.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Estive com frio e me aqueceste


A cara de alegria destes pequeninos sertanejos foi promovida por tão pouco - um cobertor. Daqueles bem simples, mas que na rigidez do frio, das madrugadas do inverno sertanejo, que incomodam pra valer, faz uma diferença enorme. Quem já passou uma noite de frio sabe o que estou falando e geralmente estas pessoas são mais atenciosas, mas sensíveis. Mas, quem nunca sentiu (porque nunca precisou) ache pequenos gestos assim, totalmente, sem impotância. Não reconheçm o significado dessa alegria.
Porém, o recado foi dado a todos e de maneira muito clara, Jesus está nestas pessoas e Ele recebe de bom grado a mão que se estende para elas. Ele foi categórico: "Quando você faz o bem a qualquer um destes pequeninos é a mim que você está fazendo..."

Deixando Cristo para trás




Na beira da estrada, meio do sertão, entre as cidades pernambucanas de Ibimirim e Floresta, numa parada que fizemos para um café. Vimos este homem da foto, saindo do meio da caatinga, numa bicicleta caindo aos pedaços. Ele havia pedalado sessenta quilômetros, por estradas de areia e pedra - próprias daquela região - Vindo de outra cidade que, como se por ironia do destino se chama Betânia, que no hebraico quer dizer "lar dos pobres". Francisco era o nome daquele senhor e naquele momento ele chegava ao asfalto, ali onde nós estávamos, visivelmente cansado e tinha mais setenta e oito quilômetros pela frente, que faria numa daquelas camionetes que transportam pessoas pelo sertão.

- Um cafezinho?
Perguntei de maneira amistosa, ao recém chegado, querendo quebrar o gelo, estendendo o copo de café e o pão com queijo que eu tinha nas mãos.
- Não, Obrigado!
Respondeu vacilante e com o olho cumprido para aquela refeição que tomávamos. A sua expressão nos dizia claramente: "Por favor, insista!"
Entendi sua hesitação e insisti:
- Que é isso homem? Venha comer com a gente!
A fome falou mais alto do que a vergonha, aquele cidadão de meia idade e de pele enegrecida pelo causticante sol sertanejo, se agachou e começou a comer.
Vimos, então, que ele estava com muita fome e por uma razão bem simples, porém quase trágica - ele não havia comido nada naquele dia - isso mesmo, sessenta quilômetros de bicicleta, no meio da caatinga, sem nada na barriga. Ele deglutia cada pedaço do sanduíche de queijo de manteiga com certa ansiedade, como se fosse o último, e sorvia os goles de café com nítida expressão de satisfação. Por sorte, nós havíamos levado o suficiente e ele comeu até se fartar.

No final, amarramos a bicicleta de Francisco em cima da Kombi, entoamos um hino de louvor à Deus (ver imagens em: www.youtube.com/watch?v=qn6pxAByF3k ) e seguimos até Floresta destino dele, nosso caminho.
Na estrada partilhamos da nossa fé, do amor de Deus, da nossa alegria de tê-lo encontrado e de tantas outras amenidades.
Finalmente, chegamos à Floresta, nos despedimos com uma oração rogando ao Pai uma bênção especial sobre a vida daquele sertanejo de Betânia. Talvez nunca mais o vejamos e certamente nunca mais teremos notícias dele. Mas, daquele momento para cá eu trago um questionamento em meu coração: Quantas vezes, pelas estradas da vida, passamos despercebidos deixando Cristo para trás? "Tive fome e não me destes de comer. Tive sede e não me destes de beber".
Que Deus nos torne mais atentos.


sábado, 20 de dezembro de 2008

Pela estrada de Emaús

Hoje em dia, quase a gente não tem tempo de parar. A barriga porém, nos faz isso. Para nós cristãos brasileiros, tomar café com pão é tão significativo quanto foi para Jesus e os seus discípulos tomarem vinho com pão. A Bíblia, inclusive, relata alguns destes momentos que o Senhor viveu com aqueles que o acompanhavam.
Quando viajamos pelo sertão nordestino, paramos em lugares inusitados - a margem da estrada, por exemplo, pode se tornar numa lanchonete ou restaurante (as vezes por falta de opção, outras vezes por falta de dinheiro, mesmo) - Lembra aquelas espigas de trigo que Jesus comeu com seus discípulos? Vale o improviso quando não se tem outra possibilidade.
Porém, o bom de tudo isso é que Cristo torna saboroso aquilo que, de fato, sem ele não teria menor prazer. Comer num restaurante chique, ou à beira de uma estrada, ou mesmo numa casinha sertaneja (foto acima), sem conforto algum, tem o mesmo sabor, desde que contemos com a Sua maravilhosa companhia. Essa é a diferença que existe em andar com Ele. Foi assim com os seus discípulos no caminho de Emaús, tem sido assim conosco no sertão nordestino e assim será eternamente. Em qualquer estrada, em qualquer lugar ou em qualquer circunstância, Ele é quem faz a difernça. Andemos, pois, com Jesus.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sítio Lagoa Seca


Após esta reunião mais de 10 pessoas decidiram seguir a Cristo.
LOUVADO SEJA DEUS!